
"(...) A preocupação da artista em armazenar sua própria história, acumulando cartas, folhas, pequenas mensagens e etc., é de certa forma uma materialização da memória, de documentação íntima. Através de suas coleções de objetos e papéis, a idéia artística de Adriana associa a experiência tátil à experiência da imaginação, tornando-nos parte da obra (...)" "(...) gavetas de tamanhos e formas diferentes cuidam das suas mais íntimas recordações (...) é interessante notar o capricho que possui na concepção das dobras, da textura dos materiais que envolvem as cartas, quase como se pudéssemos sentir o cheiro peculiar às lembranças tão queridas..." Fábio Padilha
Adriana Affortunati, Marcela Tiboni, Fernanda Alexandre, Cris Bierrenbach e Luiza Crosman:
"Construção e reconstrução são palavras que estão muito presentes no trabalho desta artista, porque em todos os momentos ela re-significa, memórias, objetos e lugares. A partir destas reconstruções nos obriga a parar para olhar e pensar. Olhar mais devagar. Pensar mais devagar e nos abrirmos a experiência que a obra nos propicia, fazendo-nos lembrar que somos seres racionais e sensíveis ao mesmo tempo."